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UE mais forte e solidária

JOSÉ MANUEL FERNANDES


Eurodeputado PPD/PSD


A UE é vítima do seu próprio sucesso: o objetivo Paz foi de tal forma alcançado que a damos - erradamente - como absolutamente adquirida. A liberdade, o Estado de Direito e a dignidade humana são valores europeus de respeito obrigatório. É aqui, na UE, que melhor se vive, dispomos dos maiores índices de igualdade, temos metade dos direitos sociais do planeta e somos os mais solidários, representado cerca de 60% da ajuda ao desenvolvimento e apoio humanitário. O multiculturalismo, a diversidade, as tradições, os produtos locais são riquezas. Nunca subtraem, só adicionam.

 

Mas não valorizamos as conquistas e não nos sentimos verdadeiramente europeus. Queremos a UE, se nos der jeito.

 

Num mundo imprevisível, com líderes de perfil autoritário, precisamos de uma União Europeia que seja líder e farol. Infelizmente, a instabilidade política, o crescimento dos radicais de direita e de esquerda vão, na melhor das hipóteses, atrasando as decisões.

 

Há Estados-Membros que estão na zona euro ou no espaço Schengen. Há uma Europa a várias velocidades. Mas também dentro de cada País há regiões a várias velocidades. Não é aceitável que uns tentem bloquear ou atrasar vontades comuns dos outros. Mas os que andam mais devagar devem ser ajudados a aumentar a velocidade. A solidariedade interna na União, nomeadamente a coesão territorial, social e económica, tem de ser a principal prioridade.

 

Defendo uma UE aberta, livre, próspera, sustentável, coesa, solidária. Temos de ser luz, exemplo, inspiração. Os valores europeus, a democracia, a liberdade, o respeito pela dignidade humana, a tolerância, a solidariedade, terão de ter na União Europeia a sua máxima concretização.

 

Defendo uma economia forte, competitiva, amiga do ambiente, produtiva, que promova a inovação e o empreendedorismo, com o objetivo de se alcançar a prosperidade e o bem estar social, de forma a que ninguém fique para trás. Tenho insistido que não seremos competitivos se não formos inclusivos ou sustentáveis do ponto de vista ambiental. A competitividade nunca se efetivará com salários baixos ou numa sociedade onde o Estado esteja omnipresente. Temos de apostar no conhecimento, nas qualificações e nas competências dos nossos recursos humanos, na investigação e inovação. Queremos uma solidariedade interna que promova a coesão. A agricultura deve ser, em simultâneo, competitiva e amiga do ambiente. As alterações climáticas, no mínimo, têm de ser mitigadas. O desenvolvimento rural, a promoção da nossa diversidade, os nossos produtos locais e as nossas tradições são forças que podemos ampliar.

 

Temos de continuar a promover a Paz e a segurança.

 

Na prática, defendo os 3 E - Emprego, Empresas, Empreendedorismo -, associados aos 3 S - Solidariedade, Sustentabilidade, Segurança. Note-se que a solidariedade implica sustentabilidade ambiental e económica. Somos solidários com as gerações futuras, se lhe deixarmos um planeta onde possam viver com qualidade, e se não as sobrecarregarmos de dívidas.

 

É desta forma que, como deputado ao parlamento Europeu, estou empenhado em continuar a defender o interesse de Portugal e da União Europeia.

 

Num mundo com Trump, Putin, Xi Jinping e Erdogan, a UE faz – cada vez mais – falta. Juntos, podemos evitar definhar e vencer os desafios. Cada um por si, somos completamente irrelevantes.




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