Os Cookies ajudam-nos a melhorar a sua experiência como utilizador. Ao utilizar os nossos serviços, está a aceitar o uso de cookies e a concordar com a nossa política de utilização.

Início | Categorias | Guardadas

Comentários

Próxima Notícia Notícia Anterior

2020, final de uma década ou início de outra?

FRANCISCO CASTRO ALVES


Vice-Presidente da Juventude Popular - V. N. Famalicão


Esta é uma discussão antiga e as teorias e os argumentos multiplicam-se. Seja como for, cientificamente, o final de um ano e o início de outro é um momento de transição pois a Terra volta a iniciar a sua jornada ao redor do Sol. Como jovem e toda a energia e vontade que esse termo acarreta, vivo no momento, no dia-a-dia e privilegio o amanhã. No entanto, nunca fui capaz de descurar o longo-prazo e as perguntas surgem repetidamente: o que vou ser daqui a 5, 10 ou 20 anos? Onde vai estar a sociedade? Como vai funcionar o mundo? Neste novo ciclo de 2020, o meu sentimento é de preocupação. Fazendo uma retrospetiva aos últimos 18 anos podemos vislumbrar, sem sombra de dúvidas, o caminho que o país está a percorrer e dessa forma o destino final para os jovens de hoje.

Na demografia, Portugal continuará a perder população, tendência registada desde 2009. Em 2000, a população aumentava sensivelmente 15 mil pessoas, em 2010 e 2018 o saldo foi negativo, causado pelo aumento dos óbitos e redução aos nascimentos, registaram-se perdas de 5 mil e 65 mil pessoas, respetivamente. Continuamos a falhar na renovação de gerações.

Na economia, verifica-se um aumento inequívoco da Dívida Externa Líquida acompanhado do aumento da Dívida Externa Líquida em % do PIB com 26,4% em 2000, 83,3% em 2010 e 91,2% em 2018. Dívida esta que caberá às gerações futuras pagar, em prejuízo da sua liberdade.

Na ciência, mesmo membros da União Europeia, continuamos a não ser ambiciosos e a deixar a inovação para outros países. O Investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) em % do PIB registou 0,6% em 2020, 0,8% em 2010 e 0,7% em 2018. Hoje, o mundo evolui a uma velocidade estonteante, mas nós estabilizamos… Ou estagnamos?

No ambiente, continuamos a discutir muito e a executar muito pouco. As emissões de CO2 de Origem Fóssil registadas eram de 68 mil toneladas em 2000, 54 mil toneladas em 2010 e 55 mil toneladas em 2017. A consciencialização aumenta, o Planeta precisa, mas os resultados teimam em não aparecer (PORDATA, 2020).

Continuarei a viver o dia-a-dia e a pensar no futuro e farei tudo para não deixar ninguém decidir por mim. O meu desejo para 2020 é que seja um ano de evolução positiva, em que a sustentabilidade esteja na primeira linha, um ano em que os jovens regressem à política e voltem a acreditar.

 

 

Francisco Castro Alves

Vice-Presidente da Juventude Popular

Vila Nova de Famalicão




Partilhe

Partilhe esta notícia com os seus amigos!

Comente

0
Deixa AQUI a sua opinião como outros deixaram.

Mais Notícias

Não existem atualmente notícias da mesma categoria
O comentário foi denunciado com sucesso
denunciou este comentário anteriormente