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Até Quando?

FIRMINO COSTA


Membro do PPD/PSD


Muitas vezes, junto daqueles que me rodeiam, oiço uma pergunta que me faz refletir. “Até quando? Até quando vamos continuar a investir neste caminho sem futuro na política em Portugal, adiando reformas e vivendo apenas o presente sem salvaguardar o futuro”. Afinal o que queremos nós para o nosso país e para nossa vida enquanto cidadãos portugueses. Até quando vamos continuar a permitir que os decisores políticos estejam a comprometer o nosso futuro?

Precisamos que os decisores políticos oiçam mais a sociedade, privilegiando o diálogo como forma de se procurar em conjunto as melhores soluções. Adiar a resolução de problemas não é a solução viável para os cidadãos e para um Estado que se diz democrático. Adiar é hipotecar de forma séria o futuro de um Estado.

Começando pelos impostos, temos uma carga fiscal brutal, que penaliza aqueles que trabalham diariamente para viver. Uma carga fiscal que não discrimina faixas da sociedade. Todos pagam, com maior ou menor rendimento. Com esta carga de impostos era esperado que os serviços do estado estivessem em melhor condição do que se apresenta. Até quando vamos continuar a assistir à degradação da qualidade dos nossos serviços públicos que são essenciais para a qualidade de vida dos cidadãos? O Estado tem de garantir os serviços para os seus contribuintes, pois só assim faz sentido. Se contribuimos com os nossos impostos, devemos ter direito a serviços como, por exemplo, o direito a um serviço de saúde digno.

Os serviços de saúde são um sério e grave problema da atualidade. Os relatos existentes mostram um panorama desolador e assustador para aqueles que precisam do serviço nacional de saúde. O acesso à saúde é um direito que o Estado não está a conseguir garantir. Temos um aumento de tempo de espera para consultas, temos falta de camas e temos hospitais que não se encontram preparados para garantir um serviço mínimo de qualidade. O Serviço Nacional de Saúde necessita de uma revisão profunda urgente. Até quando vamos continuar a deixar os mais desfavorecidos sem os cuidados de saúde necessários?. Mas o que se faz para melhorar? Nada, apenas se pensa em resolver o curto prazo. Falhar no direito a saúde é falhar num sector basilar da sociedade.

Na educação, até quando vamos permitir que o facilitismo tome conta da escola? A educação é preda basilar para a construção de cidadãos preparados para o mercado de trabalho. Quando estamos a baixar a exigência, estamos apenas a contribuir para o facilitismo dentro das escolas e estamos a promover uma futura sociedade que não precisa de se esforçar para atingir os seus objetivos. Será isto um caminho correto para o futuro? Temo que este caminho possa trazer um custo acrescido às gerações futuras.

A segurança social é o ponto fundamental para a questão do, “até quando?”. Até quando vamos adiar a reforma que garanta a sustentabilidade da mesma no médio prazo. É necessário salvaguardar as reformas de todos os que contribuem durante toda a sua vida para ter uma reforma digna para ter uma qualidade de vida dentro dos padrões mínimos exigíveis. Para isto, precisamos que o Estado responde com brevidade a este sério problema, sem adiar ou esconder os problemas.

Aquilo que pedimos é, seriedade, pelo bem do presente e do futuro de Portugal.

 

 

Firmino Vila Verde Costa




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