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Por Todos Nós

FIRMINO COSTA


Membro do PPD/PSD


Estamos, neste momento, numa das fases decisivas no combate à pandemia no nosso país. No momento em que se fala num possível regresso a uma normalidade parcial, não podemos cair na tentação de facilitar ou abrandar o ritmo dos nossos comportamentos no combate ao vírus que tudo mudou nas nossas vidas. Importa lembrar que, a nossa saúde e a saúde dos nossos continua vulnerável a este vírus. Por todos nós, temos o dever e a responsabilidade de continuar a dar o nosso contributo social para vencermos o vírus. Não podemos, depois de todo os esforços já feitos, perder esta batalha.

Por todos nós, existem pessoas que estão na linha da frente do combate, como é o caso dos nossos profissionais de saúde que lutam para salvar os que precisam de cuidados médicos nesta pandemia, dando tudo o que têm para garantir que os infectados possam ter os cuidados necessários. A eles devemos agradecer e reconhecer, mas devemos também um comportamento responsável em larga medida para não comprometermos o nosso Serviço Nacional de Saúde.

Estes atos de responsabilidade têm de fazer parte do nosso dia a dia, de cada um de nós sem excepção. Por isso, não podemos criar uma falsa ilusão que tudo está a passar. Quando o Primeiro Ministro falou nas medidas de abertura a partir do próximo dia 2 de Maio, na cabeça de muitos, pode ter ficado a sensação que podemos começar a facilitar em certa medida. Nada mais errado, visto que, a única forma que temos de conter é manter os nossos comportamentos. É mais do que necessário abrir e tentar voltar à normalidade, para o bem da economia e da nossa saúde mental mas, se não existir controlo, voltaremos rápidamente atrás no tempo. Quando vejo, por exemplo,  a discussão à volta das cerimónias do 25 de Abril, fico preocupado pela leviandade com que os que nos representam estão a tratar esta situação. Vejamos, se nós mudamos a forma de festejar a Páscoa, evitando cerimónias conjuntas, o 25 de Abril também deveria seguir esse caminho. Com todo respeito por esta data histórica, mas a mesma nunca deveria ser assinalada de forma presencial com um número elevado de participantes. Afinal que exemplo estamos a dar à população? A quem pedimos esforços e pedimos para abdicar de quase tudo no seu dia a dia para nos defendermos da expansão do vírus. O exemplo tem de vir de quem nos governa e nos representa. Estes têm o dever de ser os primeiros a dar o exemplo, senão estaremos perante uma falta de coêrencia enorme. (à data da publicação poderá já ter havido uma alteração a esta decisão). Por todos nós, ponderem de forma séria estes momentos.

Uma análise que também gostava de deixar, prende-se com a forma como não se pode permitir que esta fase seja aproveitada para subir o tom de críticas como aproveitamento político ou aproveitamento pessoal em prol de garantir resultados futuros. Convêm perceber que estamos todos a lutar pelas nossas vidas, e que, as medidas adotadas são muitas vezes as possíveis. Não usemos este vírus como arma de arremesso político com o objetivo que criar sensacionalismo. Quem o fizer está tremendamente errado. Existem várias tentativas de aproveitamento, tudo em busca de captar as atenções em vez de procurar ajudar de forma positiva e construtiva. Muitas vezes não precisamos de falar ou aparecer para mostrarmos que estamos a ajudar. No município a que pertenço, são já vários os casos de aproveitamento e de tentativa de criar uma imagem negativa à volta dos que governam, com objetivos eleitoralistas futuros. Porém, estou certo que os famalicenses não se deixarão enganar por estas tentativas sem fundamento.

Quanto à comunicação social, pelo bem de todos nós e da nossa sanidade mental, precisamos que sejam mais coerentes na forma como abordam as notícias, como validam os dados das mesmas. Existe uma certa impunidade à volta do que se diz e do que se escreve, dando margem para se fazer notícia com o objetivo de criar sensacionalismo. São vários os episódios e são várias as notícias que não acrescentam qualquer informação precisa e necessária. Por exemplo, estes dias, uma televisão decidiu, numa atitude inqualificável e inacreditável, fazer um estudo que relacionava a propagação do Covid-19 e a região com maior incidência, descrevendo o Norte como “População menos educada, mais pobre, envelhecida e concentrada em lares.” O mal é que já não é primeira vez que uma coisa deste género acontece. Devemos procurar unir e não desunir. Felizmente, no Norte, sabemos aquilo que valemos e aquilo que fazemos pelo país e pela economia portuguesa.

E para o futuro? O que vai restar? Como vamos dar a volta a isto?

Precisamos de medidas que garantam a equidade da redistribuição dos apoios existentes. Sabemos que o momento não será fácil para as economias, são precisas respostas claras e urgentes, não podendo ficar apenas pelas promessas ou por apoios que se tornam inacessíveis pela burocracia agressiva como forma de dissuadir empresas a pedir certos apoios. Temos em mãos algo que tem de ser pensado como um todo, por isso, precisamos que os governos trabalhem em conjunto como forma de defender a população não apenas do seu pais mas a nível europeu e mundial.

Precisamos de tentar, de forma controlada, voltar aos mínimos de normalidade para que a economia Portuguesa não pare. Sabemos que a fase de confinamento e o estado de emergência até Maio é algo necessário, mas temos de nos preparar para o pós estado de emergência, pois sem empresas não existe economia e não existem empregos. Não sabemos o que nos espera, mas uma coisa é certa, o contributo de cada um de nós é fundamental, desde o nosso contributo no trabalho à forma como nos devemos continuar a comportar na sociedade.

Por último fica o desejo que tudo volte ao normal com brevidade, mas todos sabemos que, tudo acontecerá com calma e de forma gradual. O futuro depende de todos nós.

 

 

Firmino Vila Verde Costa




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