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E os sócios gerentes?

FILIPA DE SOUSA FREITAS


Membro da JP Famalicão


De acordo com os dados conhecidos no nosso país, 99,9% (2018-Pordata) do nosso tecido empresarial são Pequenas e Médias Empresas (PME). Daqui se compreende a relevância que as PME assumem no tecido empresarial português. Se analisarmos ainda mais detalhadamente, vemos que destas, 96,1% é composto por micro e pequenas empresas. Ou seja, por empresas que têm simultaneamente, de um a 10 trabalhadores com faturação ou balanço até 2 milhões de euros.

E os sócios gerentes? São os empreendedores do nosso país, que se encontram nesta estratificação do nosso tecido empresarial. São aqueles a quem chamamos empresários, mas que são antes de tudo trabalhadores, que umas vezes sozinhos, outras com reduzidos colaboradores, lutam pelos seus negócios, procurando a tão desejada inovação e competitividade num mercado globalizado, atuando umas vezes localmente, outras mundialmente.

E o empresário? Este, que podendo ter o seu negócio sustentado, vê também, de um dia para o outro, o seu negócio completamente interrompido fruto da sobejamente conhecida Pandemia Mundial – Covid19; E o jovem empreendedor de IT? É o socio gerente que acreditando nas suas competências e tendências de mercado decidiu correr o risco de criar o seu projeto. E o sócio gerente mais sénior? É, muitas vezes, aquele que por qualquer circunstância da vida, decidiu restruturar a sua vida e criar o seu próprio posto de trabalho.

O que é que todos eles têm em comum?

Todos eles, fruto dos formalismos legais, tiveram de se constituir sócios gerentes.

Todos eles também, de forma direta ou indireta, foram “apanhados” pelo abrandamento, e em muitos casos, paragem das suas atividades;

Todos eles têm assumidos os mais diversos compromissos, desde rendas, serviços, salários dos seus colaboradores e o do próprio;

Todos eles, contam com o seu salário para fazer face aos orçamentos familiares onde se encontram despesas como alimentação, rendas e encargos com educação e saúde dos filhos ou do próprio.

Todos eles têm ainda, direito a serem tratados com dignidade e respeito pelo seu país numa crise que lhes é completamente alheia e antes que possam reinventar os seus negócios, com aquilo que se vier a revelar necessário ou oportuno, têm que aceitar a atual situação de paragem, recuperar forças e ganhar estimulo para retomar com ânimo.

É pelo aqui referido, e muito mais, que questiono: ‘E os sócios gerentes?’. Os nossos empresários, em especial os das microempresas, merecem ser acolhidos por uma lei que, tal como o CDS propõe, os proteja independentemente de terem colaboradores à sua responsabilidade ou não, na sua condição de gerentes. Esta proposta de Layoff alargado que o CDS defendeu, demonstra que mais do que sócios gerentes estes são pessoas, empreendedoras, lutadoras, e em tudo equiparadas a trabalhadores que merecem o apoio e o reconhecimento do país nestes tempos de “guerra” em que vivemos.

Filipa de Sousa Freitas





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